Dane-se o lide
Dias atrás, na data em que completei 51 anos, me lembrei que foi aos 21 que comecei a trabalhar como repórter.
Ou seja: são 30 anos bebendo dessa maldita cachaça.
São três décadas me recusando a crescer no jornalismo – pelo menos, aos olhos de quem julga que reportagem é arte para iniciantes.
Quando me sinto inadequada nesse ímpeto jornalístico tido por juvenil, nessa vontade louca que alguém me mande cobrir uma manifestação, lembro-me que estou bem acompanhada: Ricardo Kotscho, Dorrit Harazim, Humberto Werneck, Joel Silveira, José Hamilton Ribeiro, Agostinho Gósson, tudo gente da opinião de que lugar de repórter é na rua.
Não que eu esteja me equiparando a eles, por Deus (tenho espelho em casa). Mas é bom saber que, pelo menos nisso, penso como meus heróis.
Que me sobre tempo para fazer o que pretendo aqui: escrever sobre as sobras, a apuração que não entrou na matéria, o bastidor que só contei para os amigos. Em suma, caprichar no nariz de cera, fazendo aquilo que não se pode mais em tempos de leitores que não têm tempo para ler (pelo menos é o que dizem).
Até breve!



Que bom que encontrei sua página aqui!
Pois saiba que eu estarei por aqui acompanhando, com tempo para ler o que o o algoritmo certamente não irá entregar.